As principais normas e regras de segurança do trabalho

As normas e regras de segurança do trabalho, conhecidas também como Normas Regulamentadoras ou NRs, são as medidas determinadas pelo Ministério do Trabalho, que tem como principal objetivo zelar pela segurança dos colaboradores no ambiente de trabalho.

 

A utilização das normas e regras de segurança do trabalho são obrigatórias para qualquer tipo de empresa que seja constituída por funcionários contratados pela Consolidação das Leis do Trabalho, públicas, privadas ou órgãos públicos de administração. Por isso, estar por dentro das principais NRs é muito importante para qualquer instituição.

 

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Pela lei nº 6.514 de 22 de dezembro de 1977, que definiu a redação dos artigos 154 a 201 da CLT, cabe ao MTE definir as medidas relativas à segurança e medicina do trabalho. Desta forma, o Ministério do Trabalho aprovou a Portaria nº 3.214 em 08 de junho de 1978, que instituiu as Normas Regulamentadoras pertinentes à Segurança e Medicina do Trabalho. Nos dias de hoje, a legislação conta com 36 normas e regras de segurança do trabalho, todas aprovadas pelo MTE, responsáveis por manter a integridade do colaborador, combatendo riscos e acidentes de trabalho.

Como funciona a aplicação das Normas e Regras de Segurança do Trabalho?
Mesmo com o grande volume das Nrs, todas elas são constituídas de forma genérica. Desta forma, é possível aplicá-las conforme a especialização de cada segmento do negócio. Por isso, o trabalho desempenhado pelo técnico de segurança do trabalho é tão importante em uma empresa. Ele é o responsável por avaliar e levar em conta todas as particularidades de cada instituição, e definir como as normas e regras de segurança do trabalho se aplicam de forma adequada.

Para capacitar esses profissionais, existem treinamentos específicos destinados não apenas à segurança, mas também a entender as especificidades de segmentos diversos de trabalho. Mesmo sendo concebidas de forma genérica, todas as normas são complementares e não se contrapõem. Conheça agora algumas NRs e entenda como elas funcionam:

 

Norma Regulamentadora número 2

A NR 2 estabelece que, no processo de abertura de um novo estabelecimento, é necessário que suas instalações sejam inspecionadas e aprovadas pelo órgão regional do Ministério do Trabalho. Se as instalações obtiverem a aprovação devida, a nova empresa recebe um Certificado de Aprovação de Instalações (CAI), que atesta que existem as condições necessárias ao perfeito funcionamento.

Essa autorização é necessária não só na ocasião de abertura da empresa, mas também sempre que o local passar por modificações substanciais em sua estrutura ou equipamentos.

Norma Regulamentadora número 4

A NR 4 foi um dos passos mais importantes para a queda no número de acidentes de trabalho no país, obrigando as empresas a manter os Serviços Especializados em Engenharia e Segurança do Trabalho.

 

Norma Regulamentadora número 6

Esta é uma das normas mais conhecidas e importantes, pois trata da exigência de utilização de Equipamentos de Proteção Individual, os EPIs. Ela regulamenta as responsabilidades da empresa quanto à oferta desses materiais, capacitação para utilização e fiscalização.

 

Norma Regulamentadora número 10

O objetivo da NR 10 é estabelecer um conjunto de procedimentos e requisitos de segurança em instalações elétricas e serviços com eletricidade para garantir a proteção e a saúde dos trabalhadores.

 

Associada à NR 06, esta norma exige o uso do EPI específico. Além da vestimenta, o profissional que lida com eletricidade deve usar, obrigatoriamente:

  • luvas revestidas em borracha;
  • sapatos com solado de borracha;
  • viseira protetora;
  • capacete especial;
  • ferramentas com cabo de borracha.

Também é obrigatório que o eletricista tenha treinamento específico sobre os riscos decorrentes da energia elétrica e as principais medidas de prevenção de acidentes em instalações elétricas.

Norma Regulamentadora número 12

As máquinas nunca estiveram tão presentes na vida profissional de um número tão grande e diversificado de trabalhadores. A automatização dos processos de produção facilitou, mas trouxe também uma maior possibilidade de acidentes.

A NR12 foi criada para garantir a saúde e a integridade física dos trabalhadores que lidam com máquinas e equipamentos em seu dia a dia.

 

Norma Regulamentadora número 33

Por espaço confinado entende-se qualquer espaço ou ambiente não projetado para o trabalho contínuo. Isto é, com meios de acesso reduzidos, ventilação insuficiente para remover contaminantes ou que possa ter deficiência ou enriquecimento do oxigênio.

Entretanto, o espaço confinado não se resume apenas a um lugar inapropriado para o trabalho humano. Dentro do conceito, existem categorias e determinações diferentes para fatores variáveis, como os níveis de atmosfera e as dimensões.

 

Norma Regulamentadora número 28

A NR28 é uma das principais normas e regras de segurança do trabalho. Saiba porquê:  Não cabe à empresa simplesmente oferecer as condições e equipamentos para que seus funcionários trabalhem seguros, também é seu dever fiscalizá-los e garantir que essas determinações sejam cumpridas.

Quando a empresa falha em qualquer um desses dois compromissos, ela está sujeita a penalidades, que variam de multas até mesmo à interdição das instalações. São justamente essas as questões regulamentadas pela NR 28.

Esta norma estabelece os critérios técnicos que o agente fiscal do trabalho deve aplicar para avaliar um ambiente e sua segurança durante a visita de inspeção. Quando ele encontra irregularidades, os empregadores devem ser notificados e receber um prazo máximo de 60 dias para corrigir os problemas detectados.

Norma Regulamentadora número 35

O trabalho em altura é um dos riscos mais elevados. As consequências dos acidentes em alturas são graves, e representam uma porcentagem elevada nos índices de trabalho.  O Ministério do Trabalho e Emprego (MTE) revelam dados onde 40% dos acidentes de trabalho no Brasil estão relacionados a quedas de trabalhadores em altura.

 

Agora você já ficou por dentro das principais normas e regras de segurança do trabalho e pode fazer um diagnóstico completo sobre as práticas da sua empresa. Aqui, você encontra a relação completa de todas as normas e regras de segurança do trabalho. Se você gostou do nosso artigo, não esqueça de compartilhar em suas redes sociais. Nos vemos em breve!

 

Com informações do Ministério do Trabalho: trabalho.gov.br/portal-mte

Como fazer um plano de gestão de segurança do trabalho

A globalização dos mercados em geral tem aumentado consideravelmente a competitividade mundial, o que impõe às organizações a contínua busca por novas ferramentas de gestão que possam auxiliar na melhoria de seus processos, e o Plano de Gestão de Segurança do Trabalho é uma destas ferramentas.

 

Mas, antes de tudo: você sabe qual a função de plano de gestão de trabalho? Bem, a gestão da Segurança e Saúde no Trabalho (SST) reduz os riscos de acidentes, promove a saúde e a satisfação dos colaboradores, melhora os resultados operacionais e a imagem das empresas criando novas oportunidades de crescimento.

 

Sendo assim, o bom desenvolvimento e aplicação do Plano de Gestão de Segurança e Trabalho é decisivo para as empresas e, por isso, hoje vamos te dar dicas valiosas sobre como fazer um Plano de Gestão de Segurança do Trabalho e como acompanhar as suas ações ao longo da sua implementação. Continue a leitura:

Porque ter um Plano de Gestão de Segurança do Trabalho?

A resposta para esta pergunta é simples:  empresa segura, funcionários satisfeitos. Mas, para um bom planejamento dar certo, ele precisa andar junto com segurança. Isso porque, quando se sabe como um acidente acontece, um plano para as medidas preventivas de segurança é muito eficaz. Um planejamento focado em estratégias de segurança dos colaboradores é o ponto de partida para reduzir o risco de acidentes.

 

Para isso, comissões como a CIPA, identificam, avaliam, controlam e sugerem ações com o objetivo de prevenir e proteger os colaboradores que estão expostos aos riscos cotidianos. E, com esse tipo de gestão, com regras e normas de segurança do trabalho seguidas à risca, é possível evitar ocorrências na sua empresa.

 

E os benefícios em ter um Plano de Gestão de Segurança do Trabalho não param por aí. Com os resultados do investimento em um plano efetivo, você terá menores gastos com afastamentos, indenizações por acidentes de trabalho, treinamento de funcionários substitutos, aumento de engajamento das equipes com a função exercida, produção mais eficiente e fortalecimento da sua instituição diante do mercado.

 

Veja a seguir alguns dados interessantes sobre instituições que adotaram um Plano de Gestão de Segurança do Trabalho, segundo uma pesquisa realizada pelo SESI em 2016:

  • 48% dos gestores verificaram que esses investimentos geraram redução nas faltas ao trabalho,
  • 43,6% deles constataram aumento da produtividade no chão de fábrica e
  • 34,8% apontaram redução de custos com a saúde dos trabalhadores

 

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Como fazer um Plano de Gestão de Segurança do Trabalho?

Primeiro, é necessário que um estudo sejam feito a fim de levantar as necessidades do ambiente de cada instituição. Cada ambiente de trabalho possui uma necessidade diferente, por isso, é importante se basear em métodos já aplicados anteriormente, como a Pirâmide de Frank Bird, que demonstra como a insegurança se inicia.

 

A Pirâmide de Bird surgiu na década de 60, nos Estados Unidos, para auxiliar os gestores a criar condições mais propícias e seguras de trabalho. Bird desenvolveu um método capaz de mensurar e qualificar os riscos laborais e, assim, diagnosticar previamente qualquer tipo de acidente, impedindo processos judiciais, multas, interdições e outros inconvenientes que assustam qualquer gestor.

 

Entre os anos de 1959 e 1966, Frank Bird dedicava-se a uma avaliação chamada Damage Control (Controle de Danos), na qual ele conversou com diversos gestores até reunir informações sobre 90 mil intercorrências.

Esse exame ajudou o pesquisador a construir os alicerces necessários para que ele elaborasse, a doutrina que ficou conhecida como a Pirâmide de Bird. Depois disso, ele fez associações entre os dados e descobriu uma escala que relacionava tanto a periodicidade das emergências como a severidade de seus resultados.

Assim, ele chegou à proporção 1:10:30:600, utilizada na Pirâmide que leva seu sobrenome. Cada número representa uma informação diferente sobre as sequelas desses acidentes indesejáveis. Perceba que a sequência segue uma ordem crescente da esquerda para direita e de cima para baixo, ou seja, do topo para a base dessa figura geométrica. Veja:

1: número de mortes;
10: danos físicos leves;
30: danos materiais;
600: incidentes amenos.

 

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Com isso, Frank Bird concluir que é fundamental conhecer a fundo as ocorrências de cada organização para elaboração de um Plano de Gestão de Segurança do Trabalho, controlando os incidentes de base, evitando o temido efeito dominó.

 

Abaixo, selecionamos alguns pontos indispensáveis que devem ser levados em conta para um bom Plano de Gestão de Segurança do Trabalho, confira:

 

Identifique as incorreções: quando uma determinada atividade é realizada de forma diferente do que a habitual, o colaborador pode se expor a riscos desnecessários. Por isso, produza manuais de como proceder com as máquinas, com as operações, com os equipamentos de proteção obrigatórios e com as rotas de fuga.

 

Detecte a gravidade do perigo: identificar e mapear os riscos existentes em cada atividade desenvolvida dentro da instituição, facilita que o procedimento seja redesenhado e a busca por novas formas de atuação seja realizada. Para isso, é importante manter  sempre a fluidez na comunicação entre todos os níveis e registrar todas as informações possíveis sobre os acontecimentos;

 

Gravidade: Identificar o grau de severidade de cada ação ou situação de risco. Para auxiliar, faça palestras com casos famosos de contingências operacionais;

 

Exposição: determina o tempo em que o empregado fica exposto às situações que trazem ameaça.

 

Probabilidade: Analise as chance de um perigo culminar em sequelas nocivas.

 

Risco: é a possibilidade de um perigo gerar malefícios levando em consideração todos os fatores já mencionados.

Entendido os fatores que precisamos analisar, é importante saber que cada instituição precisa construir o seu próprio Plano de Gestão de Segurança do Trabalho, tendo em vista que este desenvolvimento está ligado diretamente com o tipo de atividade desempenhada por cada uma.

Independente da atividade ou do tamanho da empresa, é necessário estabelecer uma cultura de prudência e bom senso entre os colaboradores e gestores. Criar parâmetros de tolerância aos ricos e um calendário de ações para a segurança do trabalho, com foco nas intercorrências mais comuns do seu negócio, é fundamental. Com este tipo de trabalho, nenhum acidente ficará de lado, seja ele grande ou pequeno.

 

É importante ter um Plano de Gestão de Segurança do Trabalho seguro, com metas e estratégias a serem aplicadas na rotina da sua instituição, afinal, reduzir os números de acidentes do trabalho é sua responsabilidade, certo?

 

 

Informações: Portal da Industria, SENAC, Healthy Workplace

Tudo sobre o eSocial 2019 e as regras para segurança do trabalho

O eSocial 2019 iniciou sua primeira fase em janeiro de 2018, realizando cadastros dos empregadores e tabelas. Para que o processo esteja 100% completo, ainda restam 4 fases a serem implementadas, e o eSocial na Saúde e Segurança do trabalho é uma delas.

 

Em julho de 2019 os dados sobre a saúde e segurança dos trabalhadores deverão ser enviados obrigatoriamente pelo grupo de empresas com faturamento anual maior de R$ 78 milhões, em janeiro de 2020 deverão começar a fornecer os dados empresas com faturamento anual entre R$ 4,8 milhões e R$ 78 milhões, em julho de 2020 as demais entidades jurídicas, como micro, pequenas e MEIs, associações e em 2021, órgãos públicos e entidades internacionais.

 

Como sabemos, eSocial 2019 irá alterar de forma significativa a rotina dos profissionais de Segurança do trabalho e saúde ocupacional, que por sua vez, terão que enviar de maneira eletrônica informações sobre os postos de trabalho para o Ministério do Trabalho, Receita Federal e INSS. Eles também receberão periodicamente informativos sobre os funcionários que possuem direito a insalubridade, periculosidade e aposentadoria especial e suas justificativas técnicas.

 

Vale ressaltar que o eSocial 2019 não altera em nada a legislação vigente de Segurança e Saúde Ocupacional, porém é uma maneira de verificar e melhorar a prática destas normas já aplicadas nas empresas. Se você tem dúvidas sobre as informações que deverão ser enviadas para o eSocial 2019 durante esta fase, continue lendo.

Padronização do eSocial 2019

 

A padronização que o eSocial impôs viabiliza uma análise mais rápida e simples dos dados, que permitirá o cruzamento de informações com diferentes departamentos das empresas. Para que o eSocial 2019 seja um sucesso, será necessário que a empresa possua um sistema eletrônico com a função de integrar as informações dos funcionários com as condições dos postos de trabalho, principalmente com relação aos prazos para envio das informações solicitadas.

 

A primeira fase de implantação do eSocial aconteceu no dia 1º de julho de 2018, realizando o cadastro dos empregadores e tabelas. Restam ainda quatro fases para serem estabelecidas, como o eSocial na saúde e segurança do trabalho.

 

Leia também: Tudo o que você precisar sobre o eSocial está aqui

Quais os dados precisarão ser informados no e-Social 2019?

 

Três eventos precisarão ser informados do e-Social 2019, saiba e conheça mais cada um deles:

S-1060 – Tabela de Ambientes de Trabalho

Esse evento identifica os ambientes de trabalho do empregador e deve ser usado para incluir, alterar e excluir um registro na Tabela de Ambientes de Trabalho. Essas informações são usadas para validar o evento de Condições Ambientais do Trabalho. Devem ser informados também, os ambientes de trabalho da empresa e os respectivos fatores de risco existentes de acordo com o que consta na tabela 23 – “Fatores de Riscos do Meio Ambiente do Trabalho” do eSocial 2019.

 

O S-1060 deverá ser enviado antes do evento S-2240. Isso porque as informações que aparecem no S-1060 serão necessárias para a validação do evento S-2240. Importante mencionar que cada funcionário será vinculado aos ambientes da empresa em que exerce suas atividades.

 

Leia também: Como controlar o ponto de funcionários externos de forma fácil e efetiva 

S-1065 – Tabela de Equipamentos de Proteção

Tabela de Equipamentos de Proteção onde deverá ser preenchida as informações referentes a equipamento de proteção individual ou coletiva, que servirão para o preenchimento posterior do evento S-2240.

S-2220 – Monitoramento da Saúde do Trabalhador

O evento detalha as informações relativas ao monitoramento da saúde do trabalhador, durante todo o vínculo laboral com o empregador/contribuinte/órgão público, por trabalhador, no curso do vínculo ou do estágio, bem como os exames complementares aos quais o trabalhador foi submetido.

 

É obrigatório para o empregador, a cooperativa, o Órgão Gestor de Mão de Obra, a parte concedente de estágio, o sindicato de trabalhadores avulsos e órgãos públicos em relação aos seus empregados e servidores vinculados ao Regime Geral de Previdência Social – RGPS.

 

O evento deve ser enviado até o dia 07 (sete) do mês subsequente ao da realização do correspondente exame. Essa regra não altera o prazo legal para a realização dos exames, que devem seguir o previsto na legislação, sendo que somente o registro da informação no eSocial é permitido até o dia 07 (sete) do mês subsequente.

 

Informações relacionadas ao exame médico admissional devem ser enviadas no mesmo prazo do evento S-2200, enquanto que o restante dos exames pode ser enviado até o 7º dia do mês subsequente ao da realização do exame. É obrigatório informar os exames previstos nos quadros, de acordo com o risco ao qual o trabalhador está exposto, além de outros exames obrigatórios previstos na legislação.

 

Também é obrigatório comunicar os exames de retorno ao trabalho do trabalhador ausente por mais de 30 dias por motivos de doença ou acidente, e os exames periódicos de trabalhadores com doenças crônicas.

Informações do Médico Responsável

Confira na descrição abaixo os dados do Médico Responsável que precisam ser preenchidos:

– PIS/NIT: Cadastro válido.

– CRM: Inscrição do médico no conselho, com a sigla do estado de expedição.

– CNES: Código da unidade de atendimento médico no Cadastro Nacional de Estabelecimento de Saúde.

Informações do ASO

Confira as informações do ASO a serem inseridas:

– CPF e PIS: Preencher o CPF e PIS do trabalhador.

– Data do ASO.

– Tipo do ASO (adm, per, dem, RT, MF).

– Resultado do ASO (Apto ou Inapto).

– Data do exame realizado: Data igual ou anterior à data do ASO.

– Código do exame: Tabela 27.

– Matrícula do empregado para o eSocial.

4. S-2240 – Condições Ambientais de Trabalho – Fatores de Risco

Este evento é utilizado para registrar as condições ambientais de trabalho pelo empregador/contribuinte/órgão público, indicando a prestação de serviços pelo trabalhador, em ambientes descritos no evento S-1060, bem como para informar a existência de exposição aos fatores de risco descritos na Tabela 23 – fatores de risco ambientais. É utilizado também para comunicar mudança dos ambientes em que o trabalhador exerce suas atividades e para comunicar o encerramento de exercício das atividades do trabalhador nestes ambientes.

 

Os pré-requisitos para este evento são o S-1000, S-2200 ou S-2300 e S-1060.

5. S-2245 – Treinamentos e Capacitações

As empresas deverão informar no evento S-2245 para cada trabalhador todos os treinamentos e capacitações que o mesmo tenha participado, considerando a codificação definida pela tabela 29 (Treinamentos, Capacitações e Exercícios Simulados).

Isso significa que será possível cruzar informações dos trabalhadores, tais como as contidas nos eventos S-2200 e S-2240, com as informações do evento S-2245 para avaliar se as empresas estão realizando as capacitações e treinamentos definidos pelas Normas Regulamentadoras.

Alguns exemplos de capacitações obrigatórias citadas na tabela 29 do eSocial 2019:

NR 5: Treinamento de Cipeiros para todas as empresas que precisam constituir CIPA;
NR 5: Treinamento de Designado de CIPA para todas as empresas que não se enquadram no quadro 1 da NR 5;
NR 12: Treinamento para operação, manutenção, inspeção e demais intervenções de máquinas e equipamentos, obrigatório para todas as empresas que possuem máquinas no seu processo;
NR 35: Treinamento de trabalho em altura, obrigatório para todo e qualquer trabalhador que realize trabalho em altura desde que tenha Atestado de Saúde Ocupacional de aptidão para atividade em altura.

 

Fique atento aos novos procedimentos que o eSocial 2019 está propondo, até porque, as multas pelo não cumprimento às exigências podem chegar até 0,2% do faturamento da empresa. Envie este artigo e ajude outras empresas a estarem dentro das novas adequações do eSocial 2019. Até breve!

 

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Como melhorar a segurança do trabalho (rápido e efetivo)

Muito se escuta falar em segurança do trabalho, mas será que os empregadores fazem o necessário para manter a segurança dentro e fora da empresa? O objetivo deste processo é muito importante, pois assegura a saúde, qualidade e satisfação dos empregados, afastando os riscos e possíveis acidentes.

 

Esta questão não deve ser apenas a junção de algumas técnicas em determinada empresa, muito pelo contrário. A Segurança do Trabalho deve fazer parte da cultura organizacional do estabelecimento, para que todos os setores trabalhem e tenham como prioridade a segurança e saúde do trabalhador. Quem está envolvido na segurança do trabalho tem o grande desafio de estimular que essa cultura prevaleça e alcance a todos. O fato é que sabemos que essas práticas trazem benefícios a todos, mas as dúvidas sobre como desenvolver esse trabalho de forma rápida e efetiva surgem todo o tempo. E por isso estamos aqui! A seguir, separamos algumas dicas que vão te ajudar. Continue lendo!

 

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1 – Avaliar o programa de saúde e segurança do trabalho da sua empresa

O primeiro passo para melhorar a segurança do trabalho da sua empresa é analisar. Sabemos que a rotina, muitas vezes, é pesada. Por isso, precisamos separar um tempo e checar cuidadosamente o programa que está sendo aplicado no momento, e entender como ele pode ser melhorado.

 

Se pergunte quais são as fragilidades que você enfrenta no momento, de que forma o setor pode se aproximar mais dos colaboradores e se existem possibilidades reais de deixar o processo mais assertivo. Se você tem todas essas respostas, ótimo. Chegou a hora de colocar a mão na massa e desenvolver as suas ideias.

2 – Treinamento de funcionários

Os acidentes de trabalho não são exclusivos de determinadas áreas. Seja no ramo portuário, construção civil ou alimentício, o que percebemos é que em cada um deles existem máquinas e equipamentos específicos e que exigem conhecimento técnico e muita responsabilidade na hora da operação. No entanto, além de conhecimento, algumas atividades requerem que o trabalhador tenha certificados e treinamento, tornando-o capaz de desenvolver bom desempenho mediante as situações do cotidiano.

 

Portanto, é muito importante investir em treinamento e reciclagem dos funcionários. Desta maneira, evitamos acidentes operacionais e formamos colaboradores mais capacitados.

 

Leia também: O que você precisa saber sobre controle de acesso.

 

3 – Certifique-se que os funcionários conheçam o setor

Apresente o setor de segurança do trabalho e deixe claro aos funcionários que eles estão sendo supervisionados para fins de melhorias na segurança. Saber que existe alguém responsável pela prevenção de acidentes na empresa faz com que os colaboradores se sintam seguros no ambiente de trabalho.

 

4 – Realizar avaliações médicas

O acompanhamento psicológico e médico é uma excelente forma de prestar assistência a sua equipe de trabalhadores e conhecê-los melhor. A realização de exames mostra que a empresa valoriza e respeita o profissional, prezando pela sua qualidade de vida.

 

Uma maneira de tornar este processo mais simples, rápido e eficaz é a utilização de plataformas que utilizam de tecnologia avançada, como o Safety. Essa plataforma pode ser aplicada em diversos momentos do dia a dia da sua empresa e é ideal para aqueles que desejam ter autonomia e agilidade na hora de se informar sobre a saúde dos colaboradores.

A Safety é uma balança capaz de ler o crachá de cada funcionário e identificá-lo corretamente e, quando focado em segurança do trabalho, pode colaborar com as empresas, analisando minuciosamente as condições gerais do empregado, liberando-o ou não para realizar atividades de risco, segundo o seu quadro de saúde. Essa ferramenta pode ser uma grande aliada na hora de otimizar os resultados da segurança do trabalho na sua organização mitigando os riscos de acidentes no local e garantindo a segurança e bem-estar do ambiente e todos aqueles que se encontram nele.

 

5 – Atividades de prevenção

Prevenção é a palavra-chave quando falamos em Segurança no Trabalho. Uma das principais atividades deste setor é implementar um calendário de eventos com a finalidade de prevenir acidentes ou doenças laborais. As atividades sobre prevenção de acidentes também devem fazer parte da rotina. É preciso realizar a Semana Interna de Prevenção de Acidentes de Trabalho (SIPAT) todos os anos, com ações de conscientização.

 

6 – Demonstre interesse

Crie uma relação com o seu colaborador. Preocupe-se com as suas atividades e sempre provoque conversas que deixarão vocês mais próximos. Se você mostra interesse pelo trabalho dele, certamente, a segurança de te procurar para relatar algum problema ou desconforto virá, e você conseguirá agir de maneira muito mais assertiva.

 

7 – Atividades de alongamento

Você já parou para pensar como é a vida de uma pessoa que trabalha 8h por dia sentado em uma cadeira ou operando uma máquina pesada? Por isso, o alongamento é muito importante para os colaboradores que passam horas realizando a mesma tarefa, e previne doenças relacionadas a má postura.

 

Além disso, o alongamento proporciona uma enorme sensação de relaxamento, melhoria dos órgãos vitais, diminuição de dores musculares e aumento da capacidade de concentração. Investir 15 minutos diários do seu tempo em atividade de alongamento é, sem dúvidas, uma super dica!

 

8 – Equipamentos de proteção

Uma das grandes dificuldades que o setor de Segurança do Trabalho encontra é fazer com que o colaborador faça uso correto EPIs necessários. O que precisamos deixar claro para os funcionários, é que o uso dos equipamentos de proteção é obrigatórios e tem o objetivo de zelar pela integridade física de todos. Ah, importante lembrar também que a empresa é obrigada a fornecer, de maneira gratuita, todos os EPIs necessários para o desenvolvimento das atividades com segurança.

 

Sabemos que a cultura de saúde e segurança do trabalho beneficia a todos e precisa ser aplicada de maneira efetiva e consciente. Assim, o funcionário passa a viver mais feliz e com mais saúde, enquanto a empresa pode contar com uma rede de colaboradores mais motivados e produtivos.

 

Gostou do texto? Se ainda tiver dúvidas sobre como você pode melhorar a segurança do trabalho na sua empresa, entre em contato com a gente. Até a próxima!

Como funciona e como reduzir o FAP da sua empresa de forma eficiente

Basta um descuido para que uma situação complicada, como um acidente de trabalho, aconteça diante dos nossos olhos, não é mesmo? Algumas vezes por negligência de alguém, ou falta de manutenção em algum maquinário, colocamos tudo a perder.

 

Normalmente, as consequências não são apenas sofridas para quem foi a vítima do acidente. Quando uma situação acontece e provoca lesão corporal ou perturbação funcional, permanente ou temporária, é caracterizada por lei como acidente de trabalho. E, como sabemos, as empresas são automaticamente responsabilizadas pela Constituição Federal.

 

Além da indenização que deve ser paga pela empresa, existe também o SAT, Seguro contra Acidentes de Trabalho, um encargo que incide sobre o empregador e que financia os benefícios oferecidos pelo INSS, Instituto Nacional de Seguro Social. Por sua vez, o seu valor é calculado pela multiplicação da folha de pagamento de uma empresa pela alíquota de RAT, Riscos Ambientais do Trabalho, com variação de 1% a 4%. Antes da implantação da FAP este valor era fixo, agora é individualizado e melhor distribuído. Estes dados são importantes para quem quer entender como funciona o FAP e como reduzir FAP da sua empresa.

 

O que é o FAP?

 

O Fator Acidentário de Prevenção, mais conhecido como FAP, é um indicador que atua como um mecanismo para aumentar ou diminuir a tarifa RAT, conforme falamos acima. Esta tarifa é medida de acordo com a quantidade, a gravidade e o custo das ocorrências acidentárias de cada empresa, usando como comparativo outras instituições do mesmo segmento econômico.

 

Basicamente, o FAP – Fator Acidentário de Prevenção, trata-se de um índice da previdência social que estabelece um determinado valor numérico, referente ao risco da atividade principal de alguma empresa ou instituição.

 

A FAP tem o objetivo de incentivar empresas e instituições a investirem em melhores condições de trabalho e saúde do trabalhador. Por isso, este fator é avaliado com muita atenção.

Como funciona o FAP?

 

O FAP entrou em vigor no ano de 2010, e o seu resultado é diretamente ligado ao desempenho da empresa. Você já se perguntou como funciona o FAP?

 

O FAP funciona como um sistema, onde o seu resultado varia de 0,5000 a 2,0000 e o mesmo se encontra disponível no Ministério Público Social, somado às respectivas ordens de frequência, gravidade, custo e demais elementos que viabilizam a verificação, bem como documentos de apoio, nos quais constam a legislação.

 

Caso haja divergência entre o resultado e a realidade atual da instituição, a empresa tem o direito de contestar de forma eletrônica, através de um sistema específico disponibilizado pelo Ministério Público Social – MPS, perante o departamento de Políticas de Saúde e Segurança Ocupacional, o DPSSO, da Secretaria Políticas de Previdência Social.

 

Se você ainda possui dúvidas sobre os procedimentos para contestação, saiba que são estabelecidos por Portaria Conjunta publicada anualmente pelo Ministério da Fazenda e da Previdência Social. Lembrando que esta contestação deve ocorrer dentro do prazo de 30 dias da sua divulgação oficial, de acordo com o decreto número nº 3.048/1999 art. 202-B.

 

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Como o FAP era calculado antes e quais foram as mudanças?

 

Até o ano de 2015, o valor do FAP era calculado somente através do CPNJ raiz da empresa. Isso quer dizer que, o estabelecimento de qualquer segmento econômico pagava o mesmo imposto sobre o histórico de acidentes no período. Após muitas reclamações, o STJ, a SEFAZ e a PGFN se reuniram para discutir e aprovar melhorias e condições mais justas.

 

Como resultado, o cálculo agora é baseado nas características de cada estabelecimento. Por exemplo, um setor que oferece risco médio poderá ser beneficiado com FAP baixo. Outra alteração muito importante é que as empresas que não registraram acidentes de trabalho podem reduzir o FAP, pois ganharão bônus e possibilidade de arcar somente com 50% do seguro. Esta é uma dica importante para quem quer reduzir o FAP da sua empresa.

 

Quais são as fontes de dados do FAP?

 

Conheça agora quais são as principais fontes de dados para o Fator Acidentário de Prevenção. Estas informações te ajudarão e entender melhor como funciona a FAP e como reduzir o FAP da sua empresa.

 

  • Registros da Comunicação de Acidentes do Trabalho (CAT);
  • Registros da concessão de benefícios acidentários pelo INSS;
  • Dados populacionais de empregatícios do Cadastro Nacional de Informações Sociais (CNIS);
  • Expectativa de sobrevida do segurado de acordo ao quadro de mortalidade do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

 

 

Como Reduzir o FAP da sua empresa?

 

As empresas são responsáveis por uma importante contribuição, que consiste na parcela direcionada ao Seguro Acidente de Trabalho – SAT. Este valor é destinado ao subsídio de benefícios de amparo ao trabalhador que se encontra em situação de incapacidade de realizar as suas principais tarefas dentro da empresa.

 

A proposta atual, é que as empresas analisem os seus gastos para manter a competitividade no mercado. No entanto, poucas empresas incluem em seus relatórios o FAP. Agora, a pergunta é: como reduzir o FAP da empresa?

 

O processo de regulamentação dos serviços de saúde e segurança do trabalho foi uma etapa importante para trabalhadores e empresas. Porém, apesar da sua enorme importância, o serviço sempre foi visto mais como um encargo do que como um investimento de fato. Isso porque as empresas não se sentiam estimuladas a investir na área. Gradualmente, este pensamento está sendo transformado e os empresários conseguem enxergar que o investimento é um grande benefício não só para o trabalhador, como para a saúde financeira da empresa.

 

O mercado entendeu esta demanda e alguns equipamentos foram desenvolvidos para, de fato, colocar a saúde do trabalhador em primeiro lugar.  Modernidade em segurança do trabalho, cortando custos e auxiliando na queda de impostos. Um exemplo, são as soluções inovadoras da Safety, uma plataforma completa de gestão de saúde organizacional.

 

Safety é uma alternativa bastante eficiente para empresas que pensam em investir na segurança dos seus trabalhadores com agilidade e alta performance. Além de mitigar os riscos, a plataforma tem a capacidade de contribuir significativamente para a redução de FAP.

 

Quer saber como reduzir o FAP da empresa com o auxílio da Safety? Vamos te explicar

 

Totalmente online, Safety é uma plataforma que faz aferições sobre as condições de saúde dos funcionários, fiscalizando a documentação e liberando ou não o acesso do mesmo na empresa. Dados como peso, altura, pressão arterial, IMC e batimentos cardíacos são aferidos 100% mais rápido do que de aferições manuais. Sem contar o tempo de digitação de dados de forma manual, pois com a Safety os dados já estão no sistema de forma online.

 

Essas informações geram relatórios com dados importantes, possibilitando que os gestores tenham em mãos informações sobre a saúde dos seus funcionários. As estatísticas ficam disponíveis em tempo real para desktop e celular.

 

Agora que sabemos como reduzir o FAP da sua empresa, vamos te dizer quais são os outros benefícios da Safety:

 

  • Aumento na produtividade
  • Baixa no absenteísmo
  • Redução no valor do plano de saúde ao diminuir a sinistralidade
  • Automatização de permissão para trabalhos especiais.

 

Curiosidade: A Safety* já foi testado em diversos países, comprovando sua eficiência com resultados consistentes pelo mundo todo. Além disso, tem certificação do Inmetro, FDA e CE. Entre em contato por este link e conheça mais!