Cinco dicas de como ser mais inclusivo na sua empresa

O discurso de uma empresa inclusiva vem ganhando cada vez mais espaço no mundo corporativo e nos workshops de Gestão de Pessoas. Entretanto, mais do que um discurso, ser inclusivo significa ver na diversidade um ponto positivo para conquistar ainda mais sucesso. É preciso compreender que diferentes perfis de funcionários geram representatividade e compatibilidade com o mundo em que vivemos. Mas afinal, como ser mais inclusivo?

Um dos primeiros passos é vestir a inclusão como algo seu, que vai muito além da empresa. Um bom gestor que preza a pluralidade põe em prática dentro e fora do local em que trabalha. Mais do que defender a causa, é preciso ter ferramentas para conseguir colocá-la em prática. É necessário também acreditar que ser uma empresa inclusiva irá gerar mais valor e destaque perante os concorrentes no mercado.

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O problema muitas vezes encontra-se quando o gestor precisa contratar, avaliar ou promover funcionários. É comum e habitual ter perfis padrões que cada gestor classifica como “modelos de sucesso”. A partir daí é preciso se questionar quais são os parâmetros criados para essa classificação e personalização. Perceber se esses modelos não estão favorecendo um determinado grupo em detrimento de outros, mesmo que ambos tenham as mesmas potencialidades de garantir um resultado gratificante.

Um exemplo prático de como isso pode ocorrer é ao nos depararmos com um processo seletivo. O gestor ao preparar uma entrevista acaba tendo em mente já experiências profissionais e educacionais pré-estabelecidas. Como um MBA em Universidades renomadas ou ter ocupado algum cargo numa empresa com reconhecimento internacional. Em sua maioria, essas expectativas são criadas tendo como premissa um padrão que se adeque a sua própria receita de sucesso. Busca-se um funcionário que combine com os outros funcionários da equipe e também com a maneira como o gestor trabalha. Entretanto, essas premissas podem acabar excluindo uma gama de outros possíveis profissionais que possam contribuir de outras maneiras mais eficazes, tendo um potencial de crescimento no trabalho ainda maior.

Ao priorizar determinada formação, como por exemplo um MBA em uma Universidade renomada, já estamos dando preferência a candidatos mais tradicionais ou com um perfil muito semelhante um do outro. Muitas vezes essa escolha traz consigo uma inclinação implícita por homens brancos, por exemplo, afinal são eles que ocupam boa parte dos programas de MBA consagrados.

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Confira abaixo cinco dicas de como ter um negócio inclusivo:

Como ser mais inclusivo: todos temos preconceitos, visíveis ou não

Falar sobre preconceito muitas vezes é algo incômodo e desconfortável. Assumir a existência deles pode ser muitas vezes um trabalho demorado e cansativo. Mas se você tem o objetivo de ter uma empresa mais inclusiva, você deve abraçar esse desafio como prioridade. Todos nós temos preconceitos inconscientes ou estabelecemos modos operantes que orientam nossas ações e suposições do que é correto ou não.

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Tudo fica mais fácil a partir do momento que conseguimos aceitar que somos humanos e podemos cometer julgamentos equivocados. Precisamos analisar nossas receitas de sucesso sob um olhar mais clínico. Os líderes geralmente deixam a mostra seus preconceitos ao priorizar pessoas de mesma raça, sexo ou qualquer aspecto que se assemelhe as suas características pessoais.

Como ser mais inclusivo: autoconsciência se conquista

Questione-se. A melhor forma de perceber suas preferências ocultas e preconceitos é se desafiando a pensar diferente. Se você estudou num colégio de elite, tente analisar os pontos positivos de contratar alguém que não estudou. Quais perspectivas essa pessoa pode trazer para equipe, bem como discussões mais profundas e melhores decisões. Ao fazer essas perguntas, ficará mais fácil compreender a necessidade de visualizar além da sua receita de sucesso, percebendo seus preconceitos velados e transformando-os em futuros potenciais para conquistar uma equipe mais inclusiva.

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Como ser mais inclusivo: formação de equipes pensantes

Observe a sua equipe. Ela está muito homogênea? Os integrantes possuem as mesmas opiniões e as discussões muitas vezes acabam em um consenso geral sem muitos contrapontos? Esse é um sinal importante para perceber que não existe uma inclusão.

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Ao buscar um novo funcionário, analise competências e perspectivas que faltam para o seu time. Busque na trajetória do seu futuro funcionário vitórias e desafios que o fizeram se destacar. Combinar diferentes culturas melhora a convivência e proporciona uma troca de ideias mais madura e com aprendizados diários.

Com uma equipe inclusiva, percebe-se que cada integrante possui necessidades diferentes, bem como hábitos particulares. Com isso, aumenta-se as chances de conseguir soluções mais produtivas e criativas.

Como ser mais inclusivo: revise seus critérios para promoção:

Talvez sua empresa já possua uma gama de funcionários com uma ampla variedade de origens. Entretanto, mesmo assim você percebe que eles não se sentem igualmente bem-vindos e valorizados. Isso é comum e reflete um problema nos critérios de promoção. Ter uma empresa diversa não significa necessariamente ser inclusivo.

A inclusão é um objetivo que se constrói e deve fazer parte da cultura da organização. É preciso dar espaços iguais e oportunidades semelhantes a todos. Todos os funcionários precisam sentir que possuem a mesma oportunidade de avançar e crescer profissionalmente dentro da organização.

É fundamental entender como as políticas internas da empresa podem impactar negativamente nesse processo de inclusão. Muitas vezes esses critérios valorizam apenas resultados, muitas vezes ignorando experiências. Por exemplo: alguém que assumiu um novo projeto e não obteve o sucesso esperado, pode ter aprendido a ter mais determinação e perseverança do que outra pessoa que escolheu algo mais seguro e com sucesso garantido.

Além disso, estudar os dados de funcionários e suas dificuldades é uma boa maneira para começar a pensar em um novo processo interno. Uma empresa que aspira ser mais inclusiva deve observar seus números de recrutamento, engajamento e promoção. Se sua empresa contrata mulheres e homens na mesma proporção, mas percebe que poucas delas alcançaram cargos mais altos ou se mantiveram na organização por mais tempo, é um sinal de que elas estão recebendo menos oportunidades de avanço do que os homens.

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Como ser mais inclusivo: espalhe essa prática de dentro para fora

Uma maneira prática para conseguir transformar a cultura organizacional a fim de ter uma empresa mais inclusiva e diversa é preparar todos os funcionários para isso. Líderes e gestores necessitam de treinamentos exclusivos para que entendam a relevância da diversidade para a sustentabilidade da empresa. Na maioria das vezes, é necessária uma readequação na linguagem utilizada para divulgar vagas, bem como em comunicações internas.

Treinamentos comportamentais, programas de mentoria, workshops são boas maneiras para espalhar essa prática. Mas além disso, para conseguir sair do discurso e partir para a prática é importante que os membros do time executivo da companhia defendam essa necessidade de melhoria, aplicando práticas inclusivas em suas agendas diárias. Nesse sentido, o presidente, diretores e gerentes assumem papeis primordiais nesse protagonismo direto, sendo importante a criação de estratégias de inclusão transparentes.

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Até a próxima.