Como fazer um plano de gestão de segurança do trabalho

A globalização dos mercados em geral tem aumentado consideravelmente a competitividade mundial, o que impõe às organizações a contínua busca por novas ferramentas de gestão que possam auxiliar na melhoria de seus processos, e o Plano de Gestão de Segurança do Trabalho é uma destas ferramentas.

 

Mas, antes de tudo: você sabe qual a função de plano de gestão de trabalho? Bem, a gestão da Segurança e Saúde no Trabalho (SST) reduz os riscos de acidentes, promove a saúde e a satisfação dos colaboradores, melhora os resultados operacionais e a imagem das empresas criando novas oportunidades de crescimento.

 

Sendo assim, o bom desenvolvimento e aplicação do Plano de Gestão de Segurança e Trabalho é decisivo para as empresas e, por isso, hoje vamos te dar dicas valiosas sobre como fazer um Plano de Gestão de Segurança do Trabalho e como acompanhar as suas ações ao longo da sua implementação. Continue a leitura:

Porque ter um Plano de Gestão de Segurança do Trabalho?

A resposta para esta pergunta é simples:  empresa segura, funcionários satisfeitos. Mas, para um bom planejamento dar certo, ele precisa andar junto com segurança. Isso porque, quando se sabe como um acidente acontece, um plano para as medidas preventivas de segurança é muito eficaz. Um planejamento focado em estratégias de segurança dos colaboradores é o ponto de partida para reduzir o risco de acidentes.

 

Para isso, comissões como a CIPA, identificam, avaliam, controlam e sugerem ações com o objetivo de prevenir e proteger os colaboradores que estão expostos aos riscos cotidianos. E, com esse tipo de gestão, com regras e normas de segurança do trabalho seguidas à risca, é possível evitar ocorrências na sua empresa.

 

E os benefícios em ter um Plano de Gestão de Segurança do Trabalho não param por aí. Com os resultados do investimento em um plano efetivo, você terá menores gastos com afastamentos, indenizações por acidentes de trabalho, treinamento de funcionários substitutos, aumento de engajamento das equipes com a função exercida, produção mais eficiente e fortalecimento da sua instituição diante do mercado.

 

Veja a seguir alguns dados interessantes sobre instituições que adotaram um Plano de Gestão de Segurança do Trabalho, segundo uma pesquisa realizada pelo SESI em 2016:

  • 48% dos gestores verificaram que esses investimentos geraram redução nas faltas ao trabalho,
  • 43,6% deles constataram aumento da produtividade no chão de fábrica e
  • 34,8% apontaram redução de custos com a saúde dos trabalhadores

 

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Como fazer um Plano de Gestão de Segurança do Trabalho?

Primeiro, é necessário que um estudo sejam feito a fim de levantar as necessidades do ambiente de cada instituição. Cada ambiente de trabalho possui uma necessidade diferente, por isso, é importante se basear em métodos já aplicados anteriormente, como a Pirâmide de Frank Bird, que demonstra como a insegurança se inicia.

 

A Pirâmide de Bird surgiu na década de 60, nos Estados Unidos, para auxiliar os gestores a criar condições mais propícias e seguras de trabalho. Bird desenvolveu um método capaz de mensurar e qualificar os riscos laborais e, assim, diagnosticar previamente qualquer tipo de acidente, impedindo processos judiciais, multas, interdições e outros inconvenientes que assustam qualquer gestor.

 

Entre os anos de 1959 e 1966, Frank Bird dedicava-se a uma avaliação chamada Damage Control (Controle de Danos), na qual ele conversou com diversos gestores até reunir informações sobre 90 mil intercorrências.

Esse exame ajudou o pesquisador a construir os alicerces necessários para que ele elaborasse, a doutrina que ficou conhecida como a Pirâmide de Bird. Depois disso, ele fez associações entre os dados e descobriu uma escala que relacionava tanto a periodicidade das emergências como a severidade de seus resultados.

Assim, ele chegou à proporção 1:10:30:600, utilizada na Pirâmide que leva seu sobrenome. Cada número representa uma informação diferente sobre as sequelas desses acidentes indesejáveis. Perceba que a sequência segue uma ordem crescente da esquerda para direita e de cima para baixo, ou seja, do topo para a base dessa figura geométrica. Veja:

1: número de mortes;
10: danos físicos leves;
30: danos materiais;
600: incidentes amenos.

 

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Com isso, Frank Bird concluir que é fundamental conhecer a fundo as ocorrências de cada organização para elaboração de um Plano de Gestão de Segurança do Trabalho, controlando os incidentes de base, evitando o temido efeito dominó.

 

Abaixo, selecionamos alguns pontos indispensáveis que devem ser levados em conta para um bom Plano de Gestão de Segurança do Trabalho, confira:

 

Identifique as incorreções: quando uma determinada atividade é realizada de forma diferente do que a habitual, o colaborador pode se expor a riscos desnecessários. Por isso, produza manuais de como proceder com as máquinas, com as operações, com os equipamentos de proteção obrigatórios e com as rotas de fuga.

 

Detecte a gravidade do perigo: identificar e mapear os riscos existentes em cada atividade desenvolvida dentro da instituição, facilita que o procedimento seja redesenhado e a busca por novas formas de atuação seja realizada. Para isso, é importante manter  sempre a fluidez na comunicação entre todos os níveis e registrar todas as informações possíveis sobre os acontecimentos;

 

Gravidade: Identificar o grau de severidade de cada ação ou situação de risco. Para auxiliar, faça palestras com casos famosos de contingências operacionais;

 

Exposição: determina o tempo em que o empregado fica exposto às situações que trazem ameaça.

 

Probabilidade: Analise as chance de um perigo culminar em sequelas nocivas.

 

Risco: é a possibilidade de um perigo gerar malefícios levando em consideração todos os fatores já mencionados.

Entendido os fatores que precisamos analisar, é importante saber que cada instituição precisa construir o seu próprio Plano de Gestão de Segurança do Trabalho, tendo em vista que este desenvolvimento está ligado diretamente com o tipo de atividade desempenhada por cada uma.

Independente da atividade ou do tamanho da empresa, é necessário estabelecer uma cultura de prudência e bom senso entre os colaboradores e gestores. Criar parâmetros de tolerância aos ricos e um calendário de ações para a segurança do trabalho, com foco nas intercorrências mais comuns do seu negócio, é fundamental. Com este tipo de trabalho, nenhum acidente ficará de lado, seja ele grande ou pequeno.

 

É importante ter um Plano de Gestão de Segurança do Trabalho seguro, com metas e estratégias a serem aplicadas na rotina da sua instituição, afinal, reduzir os números de acidentes do trabalho é sua responsabilidade, certo?

 

 

Informações: Portal da Industria, SENAC, Healthy Workplace