Gestão de Crise: 6 passos para um plano de contingência eficiente

É muito comum que no decorrer dos anos de uma empresa suas lideranças tenham que realizar uma gestão de crise. Qualquer que seja o seu momento atual é importante se preparar para colocar em prática todos os aprendizados sobre o assunto.

Sabemos que no ambiente corporativo podem ocorrer momentos de erros que afetam as empresas, os colaboradores, os clientes e até a sociedade. São falhas sérias que causam conflitos internos, denigrem a imagem e a reputação da organização, bem como surgem desequilíbrios financeiros. Por isso, a gestão de crise se faz necessária para reduzir e excluir esses impactos negativos.

Contudo, é preciso que as organizações tracem estratégias e criem ações com antecedência para evitar que esses problemas sigam adiante. Mas, se você está passando por essa situação delicada ou já quer prevenir-se, continue por aqui. Neste post, vamos explicar os principais pontos em relação ao assunto e você vai aprender quais são os passos para um plano de contingência eficiente. 

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Antes de prosseguirmos com o assunto, responda com franqueza a estas questões:

  • Quem é o porta-voz da sua empresa?
  • Ele está preparado?
  • A sua organização tem um plano estratégico?
  • Saberia como lidar com possíveis desdobramentos negativos?

Até agora, quais dessas perguntas você conseguiu responder com exatidão? Lidar com uma gestão de crise não é uma tarefa fácil. Por isso, separamos seis passos que vão te ajudar a desenvolver um plano de gestão de crise eficiente:

Passo número 1 – Esteja sempre prevenido e seja cauteloso

Não espere que algo aconteça para correr atrás do prejuízo. Para que isso seja posto em prática, simule cenários de crise e faça um planejamento de ações para lidar com o fato. Depois, monitore sempre as atitudes da empresa para que ela esteja preparada e atenta.

Já que um fato ruim afeta o relacionamento da marca com seu público-alvo, estabeleça um plano de continuidade do negócio para que os principais processos não sejam afetados e possam seguir seu trabalho, caso algo de pior aconteça.

Passo número 2 – Tenha um comitê de gestão de crise 

Para enfrentar situações de crise empresarial com antecedência e planejamento é essencial que a empresa conte com um comitê voltado somente para essa situação. Nunca se sabe quando um cenário como esse pode ocorrer, por isso, estar sempre preparado é muito importante. Portanto, crie um comitê que centralize as informações e seja responsável pelos planos de gestão de crise da empresa. Escolha uma equipe capacitada e com diferentes habilidades para lidar com esse cenário; que tenha uma resposta rápida e eficaz quando for preciso.

Passo número 3 – Plano de contingência

Outro detalhe importante, além de ter um comitê de gestão de crise, é contar com um plano de ação e de contingência que estabeleça as medidas a serem feitas assim que surge uma crise. Deste modo, a tomada de medidas poderá ser mais ágil, sem depender da autorização de alguém, ou da elaboração de uma estratégia. É claro que, ao longo da situação, podem ser necessárias outras ações. Porém, o mais importante em uma crise é ter um plano inicial para colocar em prática.

Passo número 4 – Selecione um porta-voz para falar em nome da empresa

Nomeie quem serão as pessoas que estarão autorizadas a falar em nome da marca para a comunidade e para a imprensa, como também quem será o líder para tomar as decisões e conter o impacto do ocorrido durante a gestão de crise.

As informações da atuação da empresa para reverter o quadro devem ser transmitidas em tempo real e com objetividade para os interessados, abrindo espaço para que a comunidade volte a ter confiança na organização. Isso evita dados distorcidos e especulações no futuro.

Passo número 5 – Seja proativo em suas ações

As atitudes devem ser tomadas o mais rápido possível para evitar que a reputação da marca seja atingida e também a rentabilidade do negócio. Assim, tendo tudo planejado previamente, a organização poderá encontrar oportunidades de recuperação e fortalecer a reputação dela, a fim de garantir a credibilidade junto aos consumidores e mercado.

Passo número 6 – Analise os dados após a gestão de crise

 As crises empresariais também podem servir para avaliar que tipo de mudanças devem ser implementadas para evitar que o problema ocorra novamente. Para isso, é necessário estudar como tudo aconteceu e os motivos que levaram a essa situação. Também é necessário avaliar, por meio de pesquisas, os possíveis danos que a companhia sofreu. Esse estudo pode ajudar a reverter esses danos e a normalizar a situação de maneira mais rápida e eficaz.

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Agora que você já sabe por onde começar o seu plano de gestão de crise, entenda porque é tão importante desenvolver essas habilidades dentro da sua empresa e quais são os benefícios de uma gestão de crise qualificada:

Evita a redução do Brand Equity

Brand Equity significa o patrimônio de uma marca. É o quanto ela vale no mercado por sua imagem e não somente em relação a sua infraestrutura ou faturamento. Logo, qualquer equívoco será malvisto pelas pessoas e reduzirá sua reputação. Porém, com uma gestão de crise eficiente, é possível antever e atuar em favor da valorização da marca.

Ajuda a controlar prejuízos financeiros

Uma vez que o Brand Equity é reduzido, suas ações também sofrem queda, o que gera danos financeiros às organizações.

Diminui a capacidade de atrair switchers

Os switchers são os clientes que consomem duas marcas de um mesmo produto. Dessa forma, se a empresa “A” entra em crise, eles vão comprar as mercadorias da empresa “B” até que a “A” recupere sua imagem institucional e se fortaleça novamente no mercado.

Desse modo, passada a crise não significa que os desafios acabaram, mas, sim, que é hora de coletar os dados, gerenciar as finanças, conhecer os pontos positivos e negativos para colocar em prática as ações estipuladas em benefício da empresa. Isso deve ser feito independentemente do tamanho das organizações, pois crises podem acontecer com todas. Portanto, tenha um plano de gestão de crise eficiente para enfrentar o mercado, consumidores e tudo o mais que estiver envolvido.

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