Medicina preventiva na empresa: para que te quero?

Desde tempos remotos, a espécie humana sempre se preocupou com a sua saúde, em menor ou maior proporção, no interesse da sua existência.
Na história da humanidade, são relatados momentos significativos de prevenção a saúde no intuito da preservação da espécie humana, como por exemplo: os fatos narrados sobre a preocupação como a higiene pessoal e saneamento (Egípcios), o uso da quarentena devido as doenças e o descanso da jornada de trabalho (Hebreus), a conservação e veneração da saúde (Gregos), os serviços sanitários públicos (Império Romano), as medidas de isolamento (Idade média) e principalmente a partir do século XVII, as vacinas e a medicina social, esta última tendo sua maior evidência na saúde pública na década de 50 como medicina preventiva e social, posteriormente na década de 80 como medicina moderna.
A medicina preventiva, social ou moderna, termo utilizado e difundido mundialmente pelo médico Ajai Singh, de Mumbai-India, abrange toda e qualquer ação que visa promover a saúde e evitar doenças ao invés de somente tratá-las. Sendo adquirido por conhecimentos e práticas clínicas que contribuem para a manutenção da saúde e para a prevenção à doença, tanto para o indivíduo quanto para a coletividade, assim, possibilita um aumento na esperança de vida, melhoria nas condições ambientais, econômicas, sociais e na qualidade de vida.
E quem não quer isso? Prevenir ou correr atrás do prejuízo?
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Medicina Preventiva
Temos ciência do quanto é ruim ter que lutar contra alguma doença que enfraquece a nossa disposição, que impossibilita homens e mulheres a exercerem atividades para sustento próprio e/ou de seus dependentes, que debilita o ânimo de viver e prejudica essencialmente a qualidade de vida.
Pensando nisso, surgiu uma especialidade da medicina preocupada em amenizar estes contratempos, focada na manutenção constante da saúde, não abrindo chance para que as enfermidades se instalem e provoquem consequências danosas à saúde, visto que em muitos casos de doenças poderiam ser até evitadas.
A sua atuação abrange 4 grandes focos de prevenção:
PREVENÇÃO PRIMÁRIA: evita que a doença chegue até o indivíduo, impede que ela se instale no organismo. É o ponto máximo da medicina preventiva, que atua antes mesmo da doença dar os primeiros sinais ou sintomas; também conhecida como Educação em saúde.
PREVENÇÃO SECUNDÁRIA: inclui mecanismos de diagnóstico e tratamento para doenças em estágio inicial, para impedir que evoluam e tragam danos efetivos à saúde; também conhecida como Triagem.
PREVENÇÃO TERCIÁRIA: atua no intuito de diminuir o impacto negativo provocado pela enfermidade, impedindo que ela evolua e traga danos maiores ao organismo; também conhecida como Tratamento.
PREVENÇÃO QUATERNÁRIA: inclui métodos que evitam ou minimizam os efeitos colaterais de intervenções médicas excessivas ou desnecessárias. Este conhecido como Reabilitação.
Dentre as medidas englobadas pela medicina preventiva, podemos citar os programas de vacinação, exames periódicos para controle do colesterol, projetos focados na atividade física, monitoramento dos hábitos alimentares, controle de peso, glicemia, pressão arterial, check-ups regulares, dentre tantos outros.

Investir na prevenção é a chave para não precisar interromper planos e projetos de vida para se dedicar ao tratamento de uma doença.
Prevenção é sinônimo de aumento da disposição e da produtividade – é adotar o cuidado constante com o corpo como hábito de vida, fugindo da necessidade de tratamentos mais agressivos e custosos no futuro.

O sistema de saúde brasileiro

Criada em 2000, a Associação Nacional de Saúde Suplementar – ANS, é uma agência vinculada ao Ministério da Saúde do Brasil – MS que tem a função de regular os planos de saúde. Estabelece alguns conceitos e regulamentos, contribuindo para o desenvolvimento das ações de saúde no País, inclusive em referência a medicina preventiva.
Entende-se por prevenção as atividades que vão além do momento anterior à instalação da doença, considerando também práticas preventivas aquelas que evitam as complicações no quadro de saúde do indivíduo durante o tratamento e reabilitação. Por exemplo:
Se alguém é diagnosticado com pressão alta, é preciso controlar sua pressão para prevenir um infarto. O tipo de ação – controlar a pressão, mesmo após ser diagnosticado hipertenso, contribui para detectar precocemente as complicações de problemas cardiovasculares.
Se alguém é diagnosticado com diabetes, é preciso controlar sua glicemia (glicose no sangue) para prevenir as complicações sistêmicas. O tipo de ação – controlar a glicemia, mesmo após ser diagnosticado diabético, contribui para detectar precocemente complicações como insuficiência renal, problemas de cicatrização, dentre outras ocorrências.

Um estudo financiado pela fundação Bill & Melinda Gates e publicado em maio de 2017 pela revista médica britânica The Lancet, o relatório tem como base um índice que mede a qualidade e o acesso dos sistemas de saúde, avaliando a eficácia de cada pais de acordo com as taxas de mortalidade 32 doenças que que poderiam ser evitadas com o acesso rápido a um atendimento eficaz, seja pela prevenção primária, secundária ou terciária, pontuando-os de 0 – 100.

Dentre os 195 países, examinados desde 1990 a 2015, os que lideram o ranking dos 03 melhores sistemas de saúde foram: Andorra (95 pts), Islândia (94 pts) e Suiça (92 pts), sendo que foram elencados os 20 melhores países preocupados com a qualidade dos cuidados de saúde da população, ficando Singapura (86 pts) na laterninha.
Os países que foram melhores classificados, adotaram a muito tempo mecanismos de atuação eficaz na medicina preventiva.
E o Brasil?
Obteve melhora em 25 anos, mas recebeu apenas 65 pts, ficando na média e passando de longe dos 20 piores países que tiveram a pontuação entre 44 a 29. Porém, não podemos ficar satisfeitos, pois ainda é carente o combate a problemas neonatais, infecções respiratórias e doenças cardiovasculares.
Cada vez mais, os brasileiros estão conscientes que a prevenção é o melhor caminho, por isso o Governo Federal implantou o programa de Estratégia Saúde da Família e da Saúde do Trabalhador, desde a década passada, alcançando, mesmo que devagar, a melhoria da saúde e qualidade de vida.

Estratégia Saúde do trabalhador
De acordo com a Organização Mundial de Saúde – OMS, cerca de 45% da população mundial faz parte da força de trabalho que sustenta a base econômica e material das sociedades que por outro lado são dependentes da sua capacidade de trabalho. Sendo assim, a saúde do trabalhador (ST) vira pré-requisito crucial para a produtividade e de suma importância para o desenvolvimento socioeconômico e sustentável.
Atualmente, a ST deixou de ser uma preocupação individual, tornando-se importante estratégia em grandes empresas, por aumentar a qualidade e produtividade, e assim, reduz os índices de acidentes de trabalho. Lembrando que o maior patrimônio que uma empresa pode ter são seus colaboradores.
Os maiores desafios são os problemas de saúde ocupacional ligados com as novas tecnologias, novas substâncias químicas e energias físicas, novas biotecnologias, envelhecimento da população trabalhadora, problemas especiais dos grupos vulneráveis (doenças crônicas e deficientes físicos), incluindo migrantes e desempregados, problemas relacionados com a crescente mobilidades dos trabalhadores e ocorrência de novas doenças ocupacionais de várias origens.
Como se preparar?
Promover a saúde dentro da sua empresa. Utilizando programas de incentivo, programas de prevenção, técnicas de detecção precoce de alterações de sinais e sintomas do indivíduo, estratégias de avaliação de risco, estratégias para prevenção de acidentes, bem como promover cursos e palestras.
Fechamento/conclusão
Independente do conceito, todo o tipo de atitude preventiva melhora a qualidade de vida, reduz internações hospitalares e melhora fatores de risco, o que consequentemente diminui gastos com atenção à saúde. Saúde não é um custo a ser administrado, e sim um investimento que precisa ser alavancado (previva).
Call-to-Action
A TELEWord preocupada com a saúde da população trabalhadora propõe uma nova ferramenta de biossegurança a Safety Gestão de Saúde, que combina a avaliação dos dados vitais ao controle de acesso ao serviço, identificando em tempo real se este trabalhador possui condições adequadas de saúde para exercer suas funções laborais, amenizando assim a ocorrência de riscos ocupacionais clínicos.
Conforme diz o velho ditado popular “prevenir é o melhor remédio” e nós temos a solução. https://www.teleworld.com.br/produto/safety-tw8-seguranca-do-trabalho-e-medicina-preventiva/

Autora: Alessandra Andréa da Silva Tetzlaff

Referencias
SINGH, Ajai. Medicina moderna: rumo à prevenção, à cura, ao bem-estar e à longevidade. Rev. latinoam. psicopatol. fundam.,  São Paulo ,  v. 13, n. 2, p. 265-282,  June  2010 .   Available from . access on  17  July  2017.
MELLO, Guilherme Arantes. Quando os paradigmas mudam na saúde pública: o que muda na história?. Hist. cienc. saude-Manguinhos,  Rio de Janeiro ,  v. 24, n. 2, p. 499-517,  Apr.  2017 .   Available from . access on  17  July  2017.
CONTERNO, Solange de Fátima Reis; LOPES, Roseli Esquerdo. Pressupostos pedagógicos das atuais propostas de formação superior em saúde no Brasil: origens históricas e fundamentos teóricos. Avaliação (Campinas), Sorocaba ,  v. 21, n. 3, p. 993-1016,  Nov.  2016.   Available from . access on  07  Aug.  2017.  http://dx.doi.org/10.1590/S1414-40772016000300016.
BRASIL. LEI No 9.961 DE 28 DE JANEIRO DE 2000. – Cria a Agência Nacional de Saúde Suplementar – ANS e dá outras providências. Diário Oficial da União, Brasília, 29 jan. 2000, p.1.
http://exame.abril.com.br/mundo/os-paises-que-lideram-o-ranking-dos-melhores-sistemas-de-saude/ acesso em 01 de julho de 2017.
http://renastonline.ensp.fiocruz.br/sites/default/files/arquivos/recursos/ST-APS_documento%20conceitual.pdf
BRASIL. Lei n.8.080, de 19 set. 1990. Dispõe sobre as condições para a promoção, proteção e recuperação da saúde, a organização e o funcionamento dos serviços correspondentes e dá outras providências. Diário Oficial da União, Brasília, 20 set. 1990, p.1.
BRASIL. Ministério da Saúde. Doenças relacionadas ao trabalho: manual de procedimentos para os serviços de saúde. Elizabeth Costa Dias et al. (orgs.). 1ª ed. Brasília: Ministério da Saúde, 2001.