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Ações em medicina preventiva influenciam na redução do FAP

Segundo o site da previdência social, Fator Acidentário de Prevenção – FAP é um multiplicador, atualmente calculado por estabelecimento, que varia de 0,5000 a 2,0000, a ser aplicado sobre as alíquotas de 1%, 2% ou 3% da tarifação coletiva por subclasse econômica, incidentes sobre a folha de salários das empresas para custear aposentadorias especiais e benefícios decorrentes de acidentes de trabalho. O FAP varia anualmente. É calculado sempre sobre os dois últimos anos de todo o histórico de acidentalidade e de registros acidentários da Previdência Social.

Pela metodologia do FAP, as empresas que registrarem maior número de acidentes ou doenças ocupacionais, pagam mais. Por outro lado, o Fator Acidentário de Prevenção – FAP aumenta a bonificação das empresas que registram acidentalidade menor. No caso de nenhum evento de acidente de trabalho, a empresa é bonificada com a redução de 50% da alíquota.

Ações em medicina preventiva dentro das empresas diminuem consideravelmente os números de acidentes ou doenças ocupacionais, por isso a Teleworld desenvolveu o Safety, uma poderosa ferramenta que contribui na gestão de riscos de trabalho. Além de facilitar que sejam feitas as coletas de aferições de controle de peso, IMC e pressão arterial nas dependências da empresa, pode ser integrado com os controles de acesso, para poder restringir os funcionários que não estejam saudáveis para exercer sua atividade laboral.

Através do Safety a organização tem controle e facilidade de gestão da saúde dos colaboradores, podendo agir com medidas pro ativas que irão colaborar na diminuição de acidentes de trabalho e afastamentos.

Assista o vídeo e entenda como funciona:

O excesso de peso está afetando a produtividade nas empresas?

Há muito tempo desvinculamos o excesso de peso da questão meramente estética, e passamos a entender este estado de alteração do peso corporal como uma complexa alteração na saúde do indivíduo. Já é sabido que o ganho de peso possui causa multifatorial, acarreta em inúmeras alterações estéticas e metabólicas, culminando em outras doenças e/ou co-morbidades. A discussão chega à sociedade e as empresas, agora em uma questão mais ampla, abrangendo o custo que esta alteração na composição corporal, traz para a produtividade individual e empresarial.

Segundo uma pesquisa do American College of Occupational and Environmental Medicine, realizada com 7000 trabalhadores americanos, os obesos apresentavam diminuição de produtividade relacionada à saúde, acentuando-se quando há presença de co-morbidades como diabetes e pressão alta. Em números, isso representou mais de 9% do custo total das empresas com ausências no trabalho. No Brasil, a Associação Brasileira de Qualidade de Vida, já estima aumento de 74% no número de faltas acima de 7 dias nos trabalhadores obesos, quando comparados com os não obesos.

Mas, como ficamos obesos?
Esta discussão poderia estender-se por muitas páginas, envolvendo questões psicológicas, endócrinas e emocionais. No entanto, o entendimento clássico ainda é o de gasto energético menor que o consumo. Ou seja, um problema comportamental onde as pessoas estão se movimentando menos, comendo mais e, sobretudo, com baixa qualidade nutricional.
Segundo a classificação da Organização Mundial da Saúde (OMS) para o IMC (Índice de Massa Corporal – Peso/Altura²), pessoas com IMC entre 25 e 30 apresentam sobrepeso, e, acima de 30 enquadram-se em graus de obesidade. Segundo relatório da ONU de 2014, no Brasil, 54,1% dos adultos era sobrepeso e, 20% obesos.

Pensando na tríade, gastos com saúde, produtividade e lucratividade das empresas, só o fato da obesidade pré-dispor o indivíduo a outras doenças como diabetes, hipertensão e doenças cardiovasculares em geral, sendo estas constantemente elencadas como os maiores gastos do sistema de saúde, já é justificativa suficiente para voltar-se a atenção para programas de promoção de saúde e perda de peso dentro das empresas. Ainda, levando em consideração a caracterização de ganho de peso conforme citado acima, já é sabido que o consumo alimentar inadequado com baixa qualidade nutricional está associado a fadiga, insônia, diminuição da concentração e memória, irritabilidade, mau humor e sintomas de depressão.

Diversos estudos foram e ainda são realizados objetivando obter a melhor estratégia para a perda de peso e promoção da saúde. Dentre tantas técnicas e estratégias estudas, as que apresentam os melhores resultados, em sua avassaladora maioria, são as que incluem orientação nutricional (seja esta individualizada, em grupo, presencial ou à distância) e rotina regular de exercícios físicos. Outras ainda, associam a estas estratégias, acompanhamento psicológico e motivacional com resultados duradouros.
Importante salientar que estes tópicos estão inseridos no contexto de qualidade de vida, e podem ser entendidos como estratégias para um equilíbrio e satisfação com questões de bem-estar físico (do ponto de vista saúde), psicológico e social.

As estratégias podem ser estruturadas de diversas formas, entendendo-se sempre que haverá a necessidade de engajamento tanto da empresa, como dos colaboradores para se atingir um ambiente de trabalho mais saudável, produtivo e lucrativo.

Este artigo foi elaborado pela Nutricionista CRN 10-4040 Alessandra Hellbrugge, especialmente para o BLOGTeleworld.

Alessandra Hellbrugge é nutricionista especialista em Nutrição Esportiva, docente do curso Pós-Graduação em Fisiologia e Prescrição do Exercício Clinico na área de doenças imunoendócrinas, hematológicas e neoplásicas. Atende em consultório particular, além de ministrar programas de reeducação alimentar e palestras para grupos e em empresas.

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