A gravidez é um momento que requer muita atenção: e os cuidados necessários neste período precisam se estender também com a gestante no ambiente de trabalho. Assim, um local saudável proporciona mais qualidade de vida para a mãe e bebê durante a gestação.

Isso porque o Brasil ainda apresenta alta mortalidade de grávidas ou mulheres que acabaram de ter a criança. De acordo com  o Painel de Monitoramento de Mortalidade Materna, apenas em 2021, mais de 92,5 mil óbitos maternos foram registrados no país. Ou seja, houve 107 mortes a cada 100 mil nascimentos, o que mostra um número acima dos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODC), que estima 70 mortes a cada 100 mil gestações.

Para a Federação Brasileira das Associações de Ginecologia e Obstetrícia (Febrasgo), as mortes são evitáveis, no entanto, é preciso que haja assistência durante o período gestacional. As empresas também podem auxiliar suas colaboradoras, por meio de medidas que garantam a segurança dessas mães, tanto durante a gestação quanto após o parto.

Neste Mês da Mulher, é importante ainda trazer alguns dados que mostram o quanto o público feminino pode ter um desafio maior no mercado de trabalho. Exemplo disso é a Pesquisa dos Profissionais da Catho de 2018, que mostrou que 30% das mulheres precisaram deixar o mercado de trabalho para cuidar dos filhos.

Entre o público masculino esse número é quatro vezes menor, atingindo 7%. Dessa forma, algumas empresas acabam perdendo boas funcionárias por não auxiliarem essas mães. Outra informação relevante é que 47% das mães já tiveram que abrir mão de oportunidades de emprego melhores, pois sabiam que teriam dificuldade em conciliar carreira e maternidade.

Gestante no ambiente de trabalho: o que prevê a legislação


As gestantes têm seus direitos previstos pela Constituição Federal e também pela Consolidação das Leis Trabalhistas, a CLT. Assim, tanto a mulher quanto a criança que está sendo gerada são protegidas. No entanto, apesar de a licença-maternidade ser a mais conhecida, a gestante no ambiente de trabalho conta com outros direitos. Entre eles há a garantia de estabilidade provisória no emprego, que tem validade desde o anúncio da gravidez até cinco meses após o parto, ainda que o contrato vença durante a gestação.

Empresas devem auxiliar a manter a saúde das grávdias em dia. Crédito: DCStudio/freepik

Além disso, a mulher tem direito a sair no horário de trabalho para a realização de ao menos seis consultas médicas e exames, sem que haja desconto em seu salário. Do mesmo modo, durante os primeiros seis meses de vida da criança, a mulher pode ter repouso de 30 minutos, duas vezes ao dia para amamentar ou retirar o leite.

Essas medidas têm como objetivo garantir a segurança e a estabilidade da gestante no ambiente de trabalho durante o período de gestação e no pós-parto, para que ela possa se dedicar aos cuidados do bebê sem se preocupar com a perda do emprego.

Por isso, é fundamental que as empresas estejam atentas à proteção das gestantes e cumpram as obrigações previstas em lei. Isso não só garante os direitos trabalhistas das colaboradoras, como também contribui para a promoção da saúde e do bem-estar da mãe e do bebê.

Bem-estar para as gestantes nas empresas

O bem-estar das gestantes é uma preocupação importante em todas as empresas. É essencial que essas mulheres se sintam confortáveis e seguras em seus ambientes de trabalho. Além disso, a medida pode trazer benefícios para as organizações, como maior produtividade e menor absenteísmo.

Assim, algumas medidas podem ser adotadas, uma delas é possibilitar que essas mães tenham acesso a informações claras e precisas sobre seus direitos e benefícios.

A tecnologia traz mais qualidade de vida para as gestantes na sua empresa. Crédito: freepik

Dessa forma, é importante oferecer um local de trabalho adequado para elas. Isso inclui cadeiras confortáveis e ajustáveis, apoio para os pés, e espaços de descanso para as pausas necessárias ao longo do dia. Também é fundamental que as grávidas contem com fácil acesso a banheiros limpos e seguros.

Além disso, é importante que a gestante tenha acompanhamento médico adequado, como a realização de consultas médicas no próprio ambiente de trabalho, ou ainda a disponibilização de serviços que permitam que essa mãe tenha acesso à saúde sem precisar se descolar.

Por fim, é fundamental que a gestante no ambiente de trabalho seja tratada com respeito e compreensão, podendo ser ofertado trabalho remoto em caso de necessidade, além de suporte emocional por meio de programas de apoio.

Em resumo, proporcionar bem-estar para as gestantes nas empresas é uma questão de responsabilidade social e empresarial. Ao adotar medidas simples e efetivas, é possível garantir que elas tenham um local seguro, saudável e acolhedor, o que pode trazer benefícios para a empresa como um todo.

Use a tecnologia a favor da sua empresa

O uso de tecnologia para a saúde dos colaboradores tem se tornado cada vez mais comum nas empresas. A ferramenta possibilita o monitoramento de atividades físicas e outros aspectos relacionados à saúde dos trabalhadores, especialmente as gestantes.

Uma dessas inovações é a Balança Safety Gestão de Saúde, que auxilia nas áreas de segurança no trabalho e do trabalhador. A solução possibilita a automatização de alguns controles de permissão para atividades especiais e de riscos, além de proporcionar ganhos operacionais, gerenciais e financeiros para a sua empresa.

A balança multifuncional comunica em tempo real o estado de saúde do trabalhador referente a peso, pressão arterial, batimentos cardíacos, índice de massa corporal, bioimpedância e oximetria.

Esses por definição da empresa poderão ser enviados aos profissionais de segurança e ou médico do trabalho por meio de notificações via sistema, e-mail, SMS ou diretamente no aplicativo mobile. O cuidado com a saúde do trabalhador deve ser prioridade. Avaliações preventivas e hábitos saudáveis diminuem os afastamentos e aumentam a competitividade e produtividade da empresa.

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